A recente polémica em torno das passagens aéreas da selecção nacional está a ser interpretada nos bastidores desportivos como mais um capítulo de uma crescente disputa institucional entre o Governo e a Federação Moçambicana de Futebol (FMF).
Segundo fontes ligadas ao processo, a questão não reside na falta de bilhetes para o regresso da delegação, mas sim nos custos adicionais resultantes da antecipação das viagens. De acordo com a explicação apresentada por Sidat, os atletas e membros da comitiva poderiam regressar normalmente no dia 31 para Maputo, mas a alteração dos voos para terça e quarta-feira implica o pagamento de taxas suplementares.
Ainda assim, o caso está longe de ser visto apenas como uma questão logística. Para o comentador desportivo da TV Miramar João Chicote, este episódio representa uma demonstração de forças e uma tentativa de criar uma “agenda setting em torno de alguns desaguos que o sector de desporto atravessa neste momento” política em torno da imagem de fragilidade do Governo moçambicano”.
“A FMF tem capacidade financeira. Feizal dificilmente terá problemas relacionados com passagens aéreas”, referiu Chicote.
Outros analistas ouvidos pelo Miramar Desporto entendem que este poderá ser apenas o início de uma disputa mais ampla entre as instituições, cujo primeiro grande episódio terá sido a renovação do contrato do seleccionador Chiquinho Conde.
O Governo através do Ministério da Juventude e Desportos anunciou um encontro para a tarde desta segunda-feira com as federações desportivas nacionais.
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