O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, reagiu esta segunda-feira às informações segundo as quais os Mambinhas estariam retidos em Marrocos por alegada falta de bilhetes de regresso ao país, classificando tais declarações como “irresponsáveis” e garantindo que o Governo nunca recebeu qualquer comunicação oficial da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) sobre o assunto.
Falando durante uma conferência de imprensa, à margem do encontro com as Federações Desportivas Nacionais, realizado para reforçar a articulação institucional, alinhar estratégias e consolidar o calendário desportivo do país, o governante não escondeu o desconforto do Executivo perante as declarações atribuídas à FMF.
Manasse afirmou que “qualquer indivíduo sabe que não se pode viajar ao estrangeiro, sobretudo para Marrocos, sem um bilhete de volta”, acrescentando que é grave um dirigente federativo levar atletas para fora do país sem saber como irão regressar.
O governante disse ter tomado conhecimento do caso através da imprensa e lamentou que não tenham sido usados os canais institucionais apropriados. Ainda assim, garantiu que o Executivo vai receber brevemente os atletas e os dirigentes da federação para compreender o que realmente aconteceu.
“É irresponsabilidade de um presidente de uma federação levar atletas para o estrangeiro e não saber como é que vai voltar”, declarou.
Caifadine Manasse anunciou ainda que irá convocar pessoalmente o presidente da FMF para prestar esclarecimentos públicos sobre o caso.
“Eu, como ministro, vou convocar o presidente da FMF para vir aqui explicar o que é que aconteceu. Eu pessoalmente vou convocá-lo para vir aqui explicar. Farei isso. E chamarei a imprensa para aqui”, afirmou.
Durante a conferência, o ministro aproveitou também para enaltecer o desempenho histórico da selecção nacional sub-17, conhecida por Mambinhas, destacando o apuramento inédito ao Campeonato do Mundo da categoria e os recentes resultados alcançados pelo futebol moçambicano.
“Nós vamos ao Mundial pela primeira vez na história. Alcançamos os oitavos-de-final nos seniores pela primeira vez. E isto aconteceu neste ciclo de governação”, disse.
O dirigente defendeu igualmente que as conquistas desportivas pertencem ao Estado e a todos os moçambicanos, criticando aquilo que considera tentativas de apropriação individual dos sucessos desportivos.
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