O ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, considerou, esta sexta-feira, que as eleições na Federação Moçambicana de Atletismo não poderiam ser realizadas por não existirem condições organizacionais. Manasse recomendou a legalização de todas as associações provinciais de atletismo.
Esta sexta-feira, 26 de Junho, estava agendada a realização do escrutínio para a eleição do novo presidente da Federação Moçambicana de Atletismo. Na corrida estão Kamal Badru, Gilberto Gomes e Paulo Sunia.
No Ministério da Juventude e Desportos, marcaram presença os três candidatos, os presidentes das 11 associações provinciais de atletismo com direito de voto, atletas e representantes da Ordem dos Advogados, que constataram a ilegalidade de três associações provinciais.
Esta constatação levou o titular da pasta da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, a travar o arranque do processo eleitoral e a recomendar que as associações se organizassem melhor no que respeita à sua legalização.
O presidente da Associação de Atletismo da Cidade de Maputo, Fenias Cutane, à semelhança dos presidentes das restantes dez associações provinciais, não concordou com o argumento apresentado para a não realização das eleições na Federação Moçambicana de Atletismo.
Lurdes Mutola também esteve presente, mostrou-se indignada e sugeriu a indicação de um presidente interino para a federação, alegando que a comissão de gestão está a decepcionar.
Perante esta situação, os atletas afirmam estar a ser prejudicados pelos constantes adiamentos das eleições no organismo máximo que gere o atletismo no país.
Do lado de fora da sala onde deveria realizar-se a assembleia-geral, no Ministério da Juventude e Desportos, esteve o representante do organismo máximo que gere o atletismo mundial para a zona austral de África, que admitiu a possibilidade de a Federação Moçambicana de Atletismo vir a ser banida devido aos sucessivos adiamentos do processo eleitoral.
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