A situação envolvendo o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan continua a gerar reações a poucos dias do arranque do Mundial 2026. O governo da Somália manifestou preocupação com a decisão das autoridades norte-americanas de impedirem a entrada do juiz, que estava escalado para integrar a equipa de arbitragem da maior competição de futebol do planeta.
Em comunicado, o Ministério da Juventude e Desporto da Somália classificou o caso como lamentável e anunciou contactos diplomáticos com as autoridades dos Estados Unidos e com a FIFA, com o objectivo de obter esclarecimentos sobre os motivos que levaram à recusa de entrada do árbitro.
Para as autoridades somalis, a nomeação de Omar Abdulkadir Artan para o Mundial representava um marco importante para o país, simbolizando o crescimento do futebol nacional e o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo árbitro ao longo dos últimos anos.
O próprio Artan reagiu à situação com serenidade, agradecendo as inúmeras mensagens de apoio recebidas da comunidade futebolística. Apesar de não poder participar na competição, o árbitro garantiu que continuará focado na sua carreira e nos desafios futuros.
Por sua vez, a FIFA confirmou que o árbitro não poderá integrar os trabalhos do Mundial, uma vez que lhe foi negada a entrada nos Estados Unidos. O organismo que rege o futebol mundial esclareceu ainda que não intervém em questões relacionadas com políticas migratórias dos países anfitriões e que foi informado de que a situação não sofrerá alterações neste momento.
O Mundial 2026 será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, com o arranque da competição marcado para esta Quinta-feira, 11 de junho de 2026 com o México entrando em campo para defrontar África do Sul.
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