O selecionador da África do Sul, Hugo Broos, respondeu de forma contundente aos críticos da sua estratégia tática, exigindo que “se calem” antes do confronto decisivo desta quinta-feira frente à Chéquia, a contar para o Grupo A do Campeonato do Mundo de 2026.
O técnico belga foi alvo de duras contestações após adotar uma postura invulgarmente defensiva na jornada de abertura, onde os Bafana Bafana perderam por 2-0 contra o México, terminando o encontro reduzidos a nove unidades e sem criarem oportunidades de golo.
Em conferência de imprensa, o veterano treinador, de 74 anos, desvalorizou a pressão mediática e assegurou que manterá a sua filosofia de trabalho. “Sou treinador há 40 anos e sei que ser criticado faz parte do trabalho. Mas as pessoas têm de saber que eu faço as coisas à minha maneira. Nunca dou ouvidos ao lixo das redes sociais”, atirou Broos, direcionando também as suas palavras aos antigos internacionais sul-africanos que agora actuam como comentadores.
“Quando olho para o que eles alcançaram antes, acho que seria melhor estarem calados.”
A África do Sul enfrenta agora uma partida de “tudo ou nada” em Atlanta, uma vez que a Chéquia também saiu derrotada no primeiro embate frente à Coreia do Sul. O timoneiro dos Bafana Bafana assumiu que o único cenário aceitável é a vitória para evitar a eliminação precoce do torneio, deixando ainda uma pista sobre uma provável mudança de postura em campo.
“Sabemos o que correu mal contra o México e vamos tentar melhorar, mas só o conseguiremos fazer se tivermos a posse da bola.”
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